Imagem do Dia – Vamos brincar de Mc’Donalds?

Não vou negar…como fast food de vez em quando e é claro que McDonald’s está na lista das porcarias que ocasionalmente coloco para dentro do meu corpo.

Passando um dia desses por Recife… estava dando uma volta em um shopping da cidade com dois amigos e entramos em uma loja de brinquedos. Me diverti tanto quanto uma criança ao ver brinquedos curiosos e engraçados.

Só uma coisa me chocou…ver batata frita, hamburger..e todo um kit fast food montado e colocado como brinquedinho para crianças.

A idéia me deu até arrepio..não acreditei em tamanha falta de consciência da empresa que vendia o produto…e da própria rede de fast food…que colaborou para a produção do brinquedo.

Para quem não acredita…veja a foto.

Espero que pelo menos ainda existam pais conscientes….

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Resposta para a existência humana

“Somos nós os agentes da mudança que desejamos ver no mundo, pois tudo parte de nós e a nós retorna”.

Gandhi

*Acho que pensarei no significado dessa frase por algumas semanas..apesar de curta..para mim.. ela é definitiva.

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Reaprender a voar

Imagem: Charles Guerra

Acho que hoje vivenciei algo mais próximo da violência que tanto se lê no jornal…passei perto de ser assaltada ou algo pior..senti aquele frio na espinha de quando vemos um filme de terror bem assustador.

É incrível como só percebemos que a violência é real quando encaramos ela de perto..seja com a perda de algum ente querido ou quando ela atinge a nós mesmos.

Mesmo não tendo acontecido nada, a violência passou de raspão em mim e já deu para saber a dor que ela poderia ter significado..seja ela física ou emocional.

Além de muitos de nós viver encarcerados dentro de si mesmos, ainda temos que nos submeter ao cárcere físico e privado..presos como passarinhos em gaiolas, dentro de nossas casas de “segurança máxima”.

Mas minha revolta maior é com este Estado falido que esquece os investimentos da educação e cultura, e tão pouco se preocupa com os jovens já corrompidos pela violência, pela desigualdade social, pelo preconceito…

Não retiro o mérito de governantes que se preocupam com essas problemáticas e buscam melhorar ações e políticas nessas vertentes. Sei que passos estão sendo dados, mas ainda é pouco. Precisamos nos envolver mais, olhar mais o nosso próximo, ser menos consumistas e mais solidários.

Acho que fingir que isso não é da nossa conta é coisa do passado e hipocrisia.

“Sonha e serás livre de espírito… luta e serás livre na vida.” (Che Guevara)

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Lição da semana: Brincando de costurar!

Após um período corrido..com muitos trabalhos..recomeço meu processo de tentar investir meu tempo em coisas produtivas, mas que relaxem ao mesmo tempo. Entrei na aula de patchwork (costura com retalhos) com uma amiga e estou adorando! Costurar definitivamente nunca esteve no meu rol de atividades de interesse..Como é bom se surpreender e permitir que o mundo te leve por caminhos nunca antes pensados ou planejados.

Além de começar a ver que posso produzir coisas lindas e fofas, também vejo como é importante não levar a atividade tão a sério..sem muitas cobranças. Bom, essa parte é a mais difícil pra mim porque tendo a me cobrar de mais..sou perfeccionista, mas o importante é que fazer patchwork está me levando a essa auto-análise. Muito Bom!

Como algo tão simples pode estar me trazendo tamanha satisfação?Essa foi a lição da semana para mim.

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Andando em círculos

Não sei se tem sido a semana que anda meio pesada, mas estou me sentindo meio esgotada. TPM? Talvez…mas o fato é que tenho percebido constantemente como a vida e a rotina corrida..vão nos afastando de nós mesmos.

O dia-a-dia entupido de responsabilidades me fazem notar no final do dia como não tive tempo de tomar café da manhã direito, de responder aquele email que aguarda resposta há dias, de conversar com uma amiga rapidamente ao telefone ou até mesmo de atualizar esse blog.

Várias coisas que busquei tanto me comprometer como a minha saúde mental e espiritual..agora tenho deixado de lado.

Até minhas aulas de piano..que me dão tanto prazer..também tenho deixado de lado..

Aí vem aquela sensação de vazio…e frustração. Porque sempre deixo essa rotina frenética me atrapalhar de fazer as coisas que me fazem bem…que me fazem sentir mais próximas de mim?

Ouvindo uma música hoje..pensei bastante sobre isso..

“Misguided Ghosts” (Paramore) é leve e pesada ao mesmo tempo. Leve porque é apenas violão e voz, mas a letra fala sobre processos de mudança, de como às vezes nos afastamos, nos sentimos vazios, sem direção. Somos simplesmente levados a andar em círculos sem muita convicção do que realmente nos motivou a fazer ou tomar certas decisões na vida.

Bela música..um tanto melancólica, mas perfeita para como estou me sentindo no momento.

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Escolhas…como evitá-las?

Por que fazer escolhas é tão difícil? É incrível como demoramos para tomar decisões e, assim que tomamos, algo nos acontece para nos tirar o foco ou apenas para testar o quão perseverantes somos em nossas tomadas de atitudes.

Bem..esse tipo de situação tem se tornado rotineira em minha vida e estou começando a ficar de saco cheio. Detesto me sentir confusa e insegura com algo que levei tanto tempo pensando e repensando.

Daí, como uma árvore no meio da enxurrada..às vezes sinto minhas raízes serem arrancadas e arrastadas para sei lá onde…essas situações me deixam assim, meio sem rumo…sem saber que direção tomar.

E aí, depois que essas coisas acontecem, o que devo fazer?

Pegar o novo emprego ou deixar a oportunidade ir embora?Eis a questão…

Já ponderei os prós e os contras, pedi iluminação para os santos, chorei e nada da minha intuição dizer se o que estou fazendo é o melhor para mim ou não. Bom, o fato é que cansei de esperar e dessa vez decidi permanecer no conhecido e levar meu planejamento adiante: Ser sanguessuga e adquirir o máximo de conhecimentos possíveis da minha área de interesse para poder voltar a procurar emprego daqui há alguns meses.

Agora só posso ficar na torcida. A nova oportunidade passou, o que me resta é estudar e esperar que o mundo gire e algo parecido surja  novamente.

Vou aguardar com fé e torcer para que lá na frente os resultados das minhas escolhas nesse momento da minha vida tenham valido a pena.

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Tombo e Mudanças

Dia 27 de junho de 2009

Esse foi o dia que marcou o meu retorno ao Brasil após uma temporada de quase dois anos morando em Melbourne, Austrália. Um ano depois, já posso dizer que estou reinserida no mercado de trabalho, no meu círculo de amizades, família e namoro.

Obviamente, a volta é menos dolorosa que a ida, mas não menos assustadora. Na época, ainda na Austrália, minha concentração de ansiedade e medo se depositava na expectativa de reencontro com meu namorado e minha família.

Perguntas pairavam na minha cabeça, entre elas: “Como eles vão reagir às minhas mudanças?”. Perguntas e mais perguntas eram frequentes porque eu sabia que tudo que vivi do outro lado do mundo me impactou de alguma forma. Novos olhares sobre o mundo, mudanças de perspectivas, os ganhos, as perdas…tudo havia me transformado de uma forma que nem eu mesma esperava.

Pela primeira vez na vida, longe de tudo e de todos parei para pensar sobre o rumo mecânico que eu levava a minha vida, como não enxergava situações que foram colocadas anteriormente como provas…visualizar tudo aquilo foi doloroso, mas necessário. Nesse sentido, me transformei.

Percebi como levava uma vida medíocre resumida ao sucesso do meu trabalho. Não que hoje a minha vida profissional não me preocupe, mas hoje vejo que minha profissão é apenas um instrumento, uma ferramenta para o que busco de maior na vida.

Antes, minha carreira era o primeiro item da “lista da felicidade”. Ser feliz e satisfeito com a profissão é algo que todos almejamos, mas não encaro isso como primordial. Meu olhar, depois desse tempo afastada de mim mesma, valoriza o pequeno da vida. Um momento de leitura ou ouvindo música sozinha; um céu azul; estar a dois, em família ou com amigos de décadas…

Entre minhas buscas atuais estão o saber ouvir, ser mais solidária e tolerante.

Sou uma pessoa diferente hoje. Não nos valores ou sonhos, mas no viver a vida. Minha volta física foi há um ano. Minha volta, meu resgate de mim mesma também.  Acredito que em algum momento todo mundo acaba levando a queda do cavalo, a diferença é a forma como cada um reage a esse acontecimento.

Em 25 anos de vida, tive meu primeiro tombo feio. Outros virão. Acho que sem eles a vida seria meio vazia…sem graça.

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Nós somos merdas

Só para adiantar: Isso não é um desabafo mega explosivo. Não julgue o texto pelo título. No final…é até bem otimista.

Duas semanas atrás assisti um filme do Woody Allen com meu namorado. O título da película é sugestivo: “Tudo pode dar certo” e te leva a acreditar que o filme será mais um daqueles bem água com açúcar, cheio de galãs e mulheres que levam sua autoestima lá embaixo e que provocam algum contentamento  para esquecer os problemas.

Não sou e nem pretendo ser crítica de cinema. Não tenho conhecimento e tão pouco sou “cult” o suficiente para isso, mas queria deixar registrado como esse filme foi peculiar e marcou um debate entre eu e meu namorado sobre o rumo que as pessoas tomam na vida e de como o ser humano (eu me incluo) é manipulado por todos os lados, seja pela família, pelos amigos, pelos colegas de profissão e até por si mesmo.

“Tudo pode dar certo”conta a história de um genial e, no entanto, pessimista e insuportável cara já com os seus 60 anos que durante boa parte da sua vida passa a reclamar de todos os aspectos da humanidade. Ele acredita que a melhor opção é não se relacionar com as pessoas. Por se considerar “acima da média”, ele passa a destratar estranhos e amigos. Em meio à história contada de forma hilariante..passei a me identificar de alguma forma com o velho reclamão e insuportável. Aliás, acho que boa parte do público que assistia..também se identificou com o personagem (nao me perguntem porque dessa impressão).

O que chama a atenção são as críticas que o filme faz ao comportamento humano, ao fato dos EUA não gostarem de imigrantes ou a alimentaçao forçada que temos que ter na esperança de prolongar a vida..Não é questão de pessimismo ou desacreditar na capacidade do ser humano de fazer o bem…mas sim entender que boa parte do que nos é colocado (o consumismo, o corpo perfeito e acreditem…até mesmo as atitudes politicamente corretas) é produzido e embutido em nossas mentes. Ao ver o filme, me identifiquei com o velho por ser o tipo de ser humano que reclama das coisas mais inúteis do mundo e por ser uma mente manipulada  pelo próprio egocentrismo.

Viagens à parte…toda essa escrita não é para descrever que acabei de perceber que sou manipulada infinitamente por todos os lados, mas sim para afirmar que nós – seres humanos – indivíduos de sociedades em que desde a opção de roupa à opção de profissão bem sucedida ou não é ditada especialmente por nossos amigos e familiares, mesmo que de forma não intencional.

Boa parte do que acreditamos ter escolhido para essa vida, seja qual for o contexto.. tem base na política de agradar o outro, de mostrar para o outro, de se envaidecer frente ao outro ou  para curar frustações geradas por processos de culpa, medo e padrões preestabelecidos.

Percebi que isso tende a atrasar nosso processo de evolução no que diz respeito à soliedariedade e humanidade para com o próximo, assim como na elevação da saúde espiritual e mental.

Acredito que o processo evolutivo está principalmente em desenvolver dicernimento, ter atitudes mais conscientes e tentar entender o porquê de certos comportamentos, sejam eles positivos ou negativos. Estou em busca disso, mesmo sabendo que não terei resposta para tudo..mas como o próprio filme sugere…”tudo pode dar certo”, quando existe a tentativa de ser alguém melhor para si e para os que te rodeiam.

P.S: Para quem  não entendeu ( se é que alguém vai conseguir chegar até o final da minha terapia rsrsrsr ) assista ao filme ou deixe pra lá…é dificil entender quando se trata da viagem de auto-análise de outra pessoa.

Peço perdão por algum erro de português. Ainda não decorei o pequeno Código da Nova Ortografia.

Fim do dia..fim da sessão de hoje.

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Oi, mundo!

Agora sim, acredito estar conectada com a era web 2.0!

A idéia desse blog é primeiramente não ser uma obrigação. Quero poder escrever e/ou desabafar sobre qualquer coisa do meu cotidiano…quero ter reflexões sobre a vida, mas sem que isso se torne algo metódico.

Vamos lá então! Ambiente Diário no ar!

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