Acho que hoje vivenciei algo mais próximo da violência que tanto se lê no jornal…passei perto de ser assaltada ou algo pior..senti aquele frio na espinha de quando vemos um filme de terror bem assustador.
É incrível como só percebemos que a violência é real quando encaramos ela de perto..seja com a perda de algum ente querido ou quando ela atinge a nós mesmos.
Mesmo não tendo acontecido nada, a violência passou de raspão em mim e já deu para saber a dor que ela poderia ter significado..seja ela física ou emocional.
Além de muitos de nós viver encarcerados dentro de si mesmos, ainda temos que nos submeter ao cárcere físico e privado..presos como passarinhos em gaiolas, dentro de nossas casas de “segurança máxima”.
Mas minha revolta maior é com este Estado falido que esquece os investimentos da educação e cultura, e tão pouco se preocupa com os jovens já corrompidos pela violência, pela desigualdade social, pelo preconceito…
Não retiro o mérito de governantes que se preocupam com essas problemáticas e buscam melhorar ações e políticas nessas vertentes. Sei que passos estão sendo dados, mas ainda é pouco. Precisamos nos envolver mais, olhar mais o nosso próximo, ser menos consumistas e mais solidários.
Acho que fingir que isso não é da nossa conta é coisa do passado e hipocrisia.
“Sonha e serás livre de espírito… luta e serás livre na vida.” (Che Guevara)
